terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Blue Origin pousa pela segunda vez foguete espacial reutilizado

A Blue Origin, empresa de transporte espacial fundada pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos, lançou e pousou pela segunda vez seu foguete suborbital na última sexta-feira (22). 
 
Segundo a companhia, o New Shepard decolou de uma base em West Texas e aterrissou minutos depois na plataforma de lançamento. 
 
O foguete usado é o mesmo que foi lançado ao espaço e aterrizou na vertical há três meses.  Ao atingir o segundo pouso bem sucedido, Bezos está mais próximo de garantir a reutilização de propulsores espaciais. 
 
"Eu sou um grande fã do pouso vertical de foguetes. Para tornar realidade a nossa visão de milhões de pessoas vivendo e trabalhando no espaço, teremos de construir grandes propulsores de foguetes. E o (sistema de) pouso vertical se saiu extraordinariamente bem”, escreveu Bezos. O New Shepard foi projetado para transportar 6 passageiros. 
 
Já a concorrente Space X, de Elon Musk, também pousou com sucesso um foguete em plataforma de aterrissagem na Flórida em dezembro passado. 
 
Foi a primeira vez que a empresa lançou e pousou um novo foguete desde a explosão de um Falcon 9 em junho do mesmo ano. No domingo (17), a Space X havia tentado aterrissar um foguete em uma plataforma flutuante no Oceano Pacífico, mas uma das quatro pernas de aterrissagem do propulsor cedeu, e o foguete tombou e explodiu. 
 
Os esforços, tanto da Blue Origin quanto Space X, na recuperação de foguetes são importantes não somente em termos tecnológicos, porém econômicos e sustentáveis. 
 
Ao fazê-lo, as agências espaciais privadas evitam que lixo espacial fique em órbita e ao dar um novo destino para os propulsores, Musk e Bezos poupam milhões de dólares. 
 
Até então, todos os foguetes lançados ou eram destruídos ou ficavam perdidos no espaço, o que significava que novos lançamentos exigiam a construção de um novo foguete do zero.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

NASA encontra ‘aranhas’ em Marte

Uma nova imagem de alta resolução permite examinar a superfície marciana com maior detalhe

NASA
Tech Terreno 09:23 - 12/01/16
A NASA revelou novas imagens que mostram a configuração do terreno de Marte em maior detalhe, demonstrando a existência do que a agêncial espacial norte-americana denomina como ‘aranhas’.
Como aponta o Gizmodo, a imagem foi obtida com recurso à câmara High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) e permite ter mais pistas quanto à formação da geologia do ‘planeta vermelho’.
“Acredita-se que as passagens são formadas por gás que surge por baixo do gelo da época a aberturas de onde o gás escapa, levando poeiras da superfície. A poeira cai na superífice do gelo nestes depósitos,” explicou a NASA.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Nasa assina acordo de cooperação com agência espacial israelense

14/10/2015 10h47
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NASA
NASA A Nasa e a Agência Espacial Israelense (ISA) assinaram nesta terça-feira um acordo de cooperação em Jerusalém, segundo um comunicado do ministério israelense de Ciência, Tecnologia e Espaço.
O acordo foi assinado conjuntamente por Charles Bolden, diretor da Nasa, e o diretor do ISA, Menachem Kidron, paralelamente a um congresso sobre o espaço que ocorre em Jerusalém.
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"Conhecidos por suas inovações e tecnologias, e este acordo nos dará a oportunidade de cooperar com Israel no âmbito de viagens para Marte", afirmou Bolden durante a cerimônia.
O presidente do ISA, Yitzhak ben Israel, declarou esperar "que a tecnologia israelense possa desempenhar um papel chave nas missões futuras sobre Marte".
Entre as possibilidades de cooperação, o ministério israelense da Ciência evocou missões conjuntas, intercâmbio de equipes, exploração espacial, programas educativos e outras plataformas de troca em matéria de pesquisa espacial.
A Nasa anunciou no final de setembro a descoberta de água em Marte, descoberta importante que pode revolucionar a compreensão sobre o Planeta Vermelho.
O ISA também assinou nesta terça um acordo de cooperação com a Agência Espacial Francesa (CNES) para um novo projeto em que pesquisadores israelenses irão desenvolver elementos de um satélite francês.
"Desenvolver nossa cooperação com o CNES é a melhor prova da crescente demanda no mundo pela tecnologia israelense no campo espacial", declarou o ministro israelense de Ciência, Ofir Akounis, que assinou o acordo com o presidente do CNES, Jean-Yves Le Gall, segundo comunicado divulgado pelo ministério.

Nasa divulga imagem que mostra buraco coronal do Sol

14 out 2015 13h21




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A Nasa divulgou hoje uma foto que mostra a área escura na parte superior do sol, que é um buraco coronal, uma região em que o sol onde o campo magnético está aberto para o espaço interplanetário, envio de material coronal acelerando no que é chamado de fluxo de vento solar de alta velocidade.
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Foto: NASA/ SDO
O vento solar de alta velocidade proveniente deste buraco coronal, criou uma tempestade geomagnética perto da Terra que resultou em várias noites de auroras.
Esta imagem foi tomada em comprimentos de onda de 193 Angstroms, que é invisível aos nossos olhos e é tipicamente colorized em bronze.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Nasa revela detalhes da colonização humana de Marte

Publicado: Atualizado:
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Da mesma forma que levou os homens à Lua, a Nasa pretende nos levar à Marte. No entanto, ao contrário da missão Apollo, "nós iremos para ficar", afirmou a agência espacial americana em um documento de 36 páginas que detalha os próximos passos da Jornada para Marte, missão de colonização do planeta.
Divulgado na última semana, o relatório da Nasa revela os muitos desafios que ainda precisam ser superados antes que os humanos possam fincar a bandeira em território marciano, como radiações, efeitos da microgravidade e contaminações fatais aos homens.
marte visto pelo hubble
Enquanto as primeiras datas divulgadas pela agência previam 2030 como o ano provável para a chegada do homem a Marte, o novo documento revisa o calendário para as "próximas décadas".
A publicação do texto foi feita tendo em vista uma audiência no Congresso americano sobre o orçamento para a exploração extraterrestre e um encontro internacional da indústria espacial em Jerusalém, nesta semana.
Mais perto do que nunca
Em uma nota que acompanha o texto, Charles Bolden, administrador da Nasa, disse que a agência espacial norte-americana está "mais perto do que nunca de enviar astronautas para Marte."
"Estamos empolgados em continuar discutindo os detalhes de nosso plano com os membros do Congresso, assim como com nossos parceiros comerciais e internacionais, muitos dos quais participarão do Congresso Internacional de Astronáutica", afirmou Bolden.
O plano divide-se em três etapas, a primeira das quais já está em andamento com experimentos sobre a saúde e o comportamento humanos e sistemas para cultivar comida e reciclar água a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).
A segunda fase, chamada "Campo de teste", está prevista para começar em 2018 com o primeiro lançamento da nova cápsula espacial Órion sobre o poderoso foguete Space Launch System (SLS).
Em seguida, a agência planeja praticar outras missões na área entre a Lua e a Terra, ou em torno da órbita da Lua. "A Nasa aprenderá a conduzir operações em um ambiente de espaço profundo que permitirá às tripulações voltar à Terra em questão de dias", garantiu o relatório.
A terceira etapa envolve viver e trabalhar na superfície de Marte e em trânsito em naves espaciais "que sustentarão a vida humana durante anos, fazendo apenas manutenções de rotina".
Em relação aos investimentos, o documento afirma que são "acessíveis dentro do atual orçamento da Nasa."
Obstáculos
Os astronautas que viajarem para Marte podem passar até três anos no espaço, onde a radiação é alta e, portanto, são maiores os riscos de desenvolver câncer, perder densidade óssea e sofrer problemas imunológicos, segundo o documento.
"Viver e trabalhar no espaço requer aceitar riscos e a viagem vale esse risco", afirmou o texto, chamando Marte de "um objetivo alcançável" e a "próxima fronteira tangível para a expansão da presença humana".
Alguns especialistas, contudo, consideraram que o informe, que não inclui orçamento nem cronograma, é fraco em detalhes importantes.
John Rummel, do instituto SETI, disse que o documento contém "curiosas deficiências" e apontou que só menciona os termos "comida" e "ar" uma vez, sem dar mais detalhes sobre como os astronautas farão para cultivar alimentos no espaço para sobreviver.
Também ignora "o importante assunto do risco de contaminação" caso Marte abrigue pequenas formas de vida ou se os humanos as levarem para lá por acidente, disse Rummel à Agência France Presse.
"Se não tivermos bastante cuidado, a contaminação proveniente da Terra pode ser interpretada erroneamente como vida marciana", comentou.

sábado, 10 de outubro de 2015

Nasa diz que asteroide gigante que se aproxima da Terra não é ameaça

Asteroide 86666 tem entre 1,2 e 2,6 km de diâmetro.
Corpo celeste passará a 25 milhões de km da Terra neste sábado.

Do G1, em São Paulo
Concepção artística mostra o asteroide GD 61 (Foto: Mark Garlic/Warwick & Cambridge Universities/AFP) 
Concepção artística de asteroide (Foto: Mark Garlic/Warwick & Cambridge Universities/AFP)
O asteroide gigante 86666 (2000 FL10) terá seu ponto de trajetória mais próximo da Terra neste sábado (10), mas não representa nenhuma ameaça ao nosso planeta, segundo a Nasa.
Com um diâmetro entre 1,2 e 2,6 km, o objeto celeste deve passar a 25 milhões de km da Terra, de acordo com dados do projeto sobre Objetos Próximos da Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. "Representa ameaça zero", disse a agência em post no Twitter.
O projeto faz um trabalho de monitoramento dos objetos espaciais que podem passar perto do nosso planeta.
Este mês, a Nasa e a ESA, a Agência Espacial Europeia, anunciaram detalhes de uma missão conjunta para tentar desviar um asteroide, técnica que salvaria a Terra de um eventual impacto. O plano geral da missão, batizada de Aida (Avaliação de Impacto e Desvio de Asteroide), foi revelado no Congresso Europeu de Ciência Planetária.
A ideia é que as sondas sejam lançadas em 2020 e 2021 e cheguem a seu alvo em 2022. A estimativa de orçamento do projeto ainda não foi anunciada.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Cientista da NASA afirma que o mundo vai passar a olhar Plutão de forma diferente

A gestora de operações da National Aeronautics and Space Administration (NASA) considerou que nunca mais se vai olhar da mesma forma para Plutão, depois da missão da sonda New Horizons.

"Penso que os cientistas vão passar a olhar de forma diferente para Plutão, porque estamos na posse de muito mais informação", declarou à agência Lusa Alice Bowman.
A cientista está na ilha de São Miguel para proferir hoje uma conferência, na academia açoriana, sobre exploração espacial, subordinada ao tema "Reaching for new horizonts" (Em busca de novos horizontes), a convite do Consulado dos Estados Unidos em Ponta Delgada e em parceria com o American Corner, da Universidade dos Açores, e Observatório Astronómico de Santana.
A agência espacial norte-americana NASA divulgou, a 25 de julho, novas imagens de Plutão, captadas pela sonda New Horizons, que revelam que o planeta-anão está coberto por uma névoa. A sonda, que passou perto do desconhecido Plutão, numa missão que arrancou há quase uma década, continua a enviar informação para a equipa da NASA.
A docente da Universidade de Maryland, nos EUA, recorda que os cientistas e engenheiros "sempre quiseram ir a Plutão e a sítios" onde a humanidade nunca antes chegara.
"O sistema de Plutão é muito rico, sendo constituído por cinco luas, é um sistema binário, daí que se desenvolva num ponto no espaço fora do planeta", declara a cientista.
As luas são muito diferentes, segundo Alice Bowman, sendo que Charon "é enorme e muito diferente, em cor e no terreno", de Plutão.
Considerando que se está perante um sistema "muito interessante", com o qual a comunidade científica pode aprender muito, a gestora de operações da NASA alude à existência de água em montanhas de gelo, sobre as quais ainda não se sabe muito.
"Mas tenho a certeza de que os cientistas vão surgir com muitas teorias. Agora sabemos como o planeta mais longínquo, que vemos como um planeta clássico, é na realidade. Mas o que deve prevalecer na nossa mente é que não há nada como sair do nosso planeta e explorar", afirma a cientista.
Apesar de haver poderosos telescópios na órbita do planeta Terra, a norte-americana considera que distâncias como Plutão são enormes para que se consiga imagens detalhadas, o que só se pode alcançar com sondas, daí que esteja convicta de que a missão New Horizons vai estimular a vontade de seguir em frente.
Alice Bowman declara que não é relevante se Plutão vai ser agora reclassificado como planeta (é considerado o planeta-anão), uma vez que se trata de um tema "muito interessante de estudar" e de "ver em primeira mão".
Sobre a possibilidade de se realizar uma missão humana ao planeta, a cientista recorda que Plutão fica a uma grande distância e que, quando o encontrámos, estávamos a quase cinco biliões de quilómetros de distância da Terra, tendo a New Horizons levado nove anos e meio para lá chegar, movendo-se a velocidades gigantescas.
"Penso que a única forma que teríamos de enviar uma missão tripulada a Plutão era conseguirmos encontrar uma forma de viajar realmente muito rápida. Marte será mais fácil para os humanos. Não estou tão certa em relação a Plutão enquanto não formos capazes de desenvolver novas tecnologias", frisa a cientista.
Alice Bowman está convicta de que há muito mais para partilhar em relação a Plutão, uma vez que há ainda muita informação a bordo da aeronave para visionar.
Plutão tem céu azul, além da água gelada. As partículas que compõem as camadas de neblina de Plutão são, em si, cinzentas e vermelhas, mas a forma como disseminam luz azul chamou a atenção da equipa de cientistas da missão operada pela NASA.
Diário Digital com Lusa