sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Sonda Rosetta pousa em cometa, terminando sua missão de 12 anos


Rosetta continuou coletando dados enquanto descia em direção ao cometa. Em feito inédito, sonda lançou robô ao 67P/Churyumov-Gerasimenko em 2014.


Sonda Rosetta pousa em cometa, terminando sua missão de 12 anos (Foto: )

Por G1, em São Paulo
30/09/2016 às 08:22 · Atualizado há 29 minutos
A sonda Rosetta pousou com sucesso nesta sexta-feira (30) no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, pondo fim fim a uma missão ousada de mais de uma década da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) .
Pouco depois das 8h20 (horário de Brasília) desta sexta-feira (30), o cientista Patrick Martin, gerente da Missão Rosetta, anunciou o "sucesso total da descida histórica" da sonda em direção ao cometa e declarou terminada a missão. "É a culminação de um tremendo sucesso científico e técnico da missão", afirmou.

ESA postou ilustração para comemorar o fim da Missão Rosetta com o pouso da sonda em cometa (Foto: Reprodução/Twitter/ESA Rosetta Mission)

ESA postou ilustração para comemorar o fim da Missão Rosetta com o pouso da sonda em cometa (Foto: Reprodução/Twitter/ESA Rosetta Mission)
Batizada em homenagem à famosa pedra da Rosetta, que permitiu decifrar os hieróglifos egípcios, o projeto é o primeiro desenvolvido para orbitar e aterrissar sobre um cometa. A operação no espaço termina com muitos dados produzidos e enviados à Terra.
Em 2014, a Rosetta lançou sobre o cometa o robô Philae, após anos de viagem pelo espaço, com o objetivo de estudar a composição desse corpo celeste.
Animação simula o pouso da sonda Rosetta no cometa Churyumov
Compostos químicos, gases e poeira presentes ali podem conter respostas sobre a formação dos planetas do Sistema Solar. Além disso, apontariam aos cientistas uma direção para descobrir como a vida surgiu, no estágio em que a conhecemos.
Uma das teorias sobre o início da vida na Terra sugere que os primeiros ingredientes da chamada "sopa orgânica" vieram de um cometa, considerados alguns dos corpos celestes mais antigos do Sistema Solar.
Últimas fotosNesta sexta-feira mesmo, chegaram as últimas fotos tiradas pela sonda antes de repousar para sempre sobre o cometa.

 Imagem do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko tirada nesta sexta-feira (30) pela câmera OSIRIS, da sonda Rosetta, durante a descida da sonda rumo ao cometa  (Foto: ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA)

Imagem do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko tirada nesta sexta-feira (30) pela câmera OSIRIS, da sonda Rosetta, durante a descida da sonda rumo ao cometa (Foto: ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA)
"Durante a missão, os cientistas ficam imersos em sua execução e planejamento. Agora, eles vão ficar ocupados durante anos", explicou em entrevista à Agência Efe o chefe do escritório de coordenação da ESA, Fabio Favata.

Missão Rosetta (Foto: Editoria de Arte/G1)

Missão Rosetta (Foto: Editoria de Arte/G1)
As informações captadas durante a descida pelo gás, o pó e o plasma a uma distância antes do impacto, são a cereja do bolo de um longo trabalho de pesquisa, cuja herança será extensa.
"Com a Rosetta foram feitas, pela primeira vez, operações com paineis solares longe do Sol. Houve desafios técnicos que foram controlados e que permitirão missões futuras", acrescentou Favata.
O italiano prefere não qualificá-la de missão histórica, mas a reconhece como "uma das grandes" de sua agência, que tentou esclarecer melhor com ela a formação e evolução do Sistema Solar e entender como ele era no momento em que a Terra se originou.

  Chocolates em formato do cometa 67P "Churi" foram servidos no Centro de Operações da Agência Espacial Europeia (ESA) nesta sexta-feira (30)  (Foto: Daniel Roland/AFP)

Chocolates em formato do cometa 67P "Churi" foram servidos no Centro de Operações da Agência Espacial Europeia (ESA) nesta sexta-feira (30) (Foto: Daniel Roland/AFP)
Novos projetosCom o fim de um dos projetos que mais visibilidade deu à ESA, a agência europeia não ficará órfã de projetos tão ou mais interessantes que Rosetta.
Segundo o representante da agência, 2018 será um ano cheio. É o ano, entre outros exemplos, em que será lançada BepiColombo, uma missão conjunta a Mercúrio da ESA com a agência espacial japonesa JAXA.

Ilustração mostra a sonda rosetta chegando perto do cometa Chury (Foto: ESA)

Ilustração mostra a sonda rosetta chegando perto do cometa Chury (Foto: ESA)
É também o ano previsto para o lançamento da missão Solar Orbiter, concebida em parceria com a americana Nasa, que se aproximará do Sol mais que qualquer outra para analisar o magnetismo solar, sua atividade explosiva e os efeitos imediatos nas proximidades da estrela.
Além disso, será o ano em que, a bordo de um Ariane 5, será lançado junto com a Nasa e sua homóloga canadense o telescópio espacial James Webb, que pretende realizar observações infravermelhas do universo, detectar as galáxias mais antigas e presenciar o nascimento de novas estrelas.
Mais adiante, aparece na agenda a sonda JUICE, que aproveitará a tecnologia desenvolvida para Rosetta e, quando for lançada em 2022, será a primeira missão europeia com destino ao planeta Júpiter, para estudar a aparição de mundos habitáveis em torno de seus gigantes gasosos.

Foto do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko feita pela rosetta a 329 km (Foto: ESA)

Foto do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko feita pela rosetta a 329 km (Foto: ESA)
Foto do topo: Daniel Roland/AFP

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O próximo passo da exploração espacial


Com o fim do programa dos ônibus espaciais e cancelamneto do programa de exploração lunar, Nasa mostra novo veículo

por Redação Galileu
O programa dos ônibus espaciais, iniciado na década de 1960, está prestes a ser encerrado. A Agência Espacial Norte-Americana tinha o plano de voltar à Lua com o programa Constellation, mas ele foi cancelado por Barack Obama no final de 2010. No entanto, a Nasa já trabalhava na construção de um veículo de transporte de astronautas para esse último programa espacial. O Orion ou veículo multi-propósito tripulado (MPCV) – como foi renomeado – , é construído pela empresa Lockheed Martin e foi apresentado em maio desse ano como a solução para as viagens espaciais tripuladas.
Editora Globo
O Multi-Purpose Crew Vehicle (MPCV), apresentado em 05/2011. // Crédito: Lockheed Martin
O MPCV foi desenhado para ir além das distâncias percorridas pelos ônibus espaciais, capazes de explorar apenas a órbita próxima da Terra, um perímetro que vai de 160 a 2 mil quilômetros da superfície de nosso planeta. O novo veículo, desenvolvido principalmente para transportar astronautas até a Estação Espacial Internacional, poderia ser usado para viagens bem maiores, como chegar à Marte. Seu primeiro teste está programado para acontecer em 2013; e o primeiro voo tripulado poderá ser em 2016.
Agora o veículo é avaliado nas instalações de testes verticais da Lockheed Martin, no estado do Colorado (EUA) para que os desenvolvedores chequem se ele vai aguentar as drásticas condições espaciais mais afastadas da Terra. Em um comunicado à imprensa, a empresa afirma que o veículo apresenta uma solução à exploração espacial dentro do orçamento atual.
O MPCV seria levado ao espaço pelo veículo de lançamento Ares I. Com o fim do programa Constellation, será impelido pelo Sistema de Lançamento Espacial (SLS), em desenvolvimento pela NASA. O SLS é criado a partir de uma junção dos Ares I e V e aproveitando elementos do sistema de lançamento dos ônibus espaciais.
Postado por Carlos PAIM

quarta-feira, 23 de março de 2016

Telescópio detecta ondas de choque de uma explosão estelar pela primeira vez

A equipe da Nasa analisou imagens capturadas por Kepler a cada 30 minutos, durante três anos, de 500 galáxias distantes (que incluem cerca de 50 trilhões de estrelas)

- Atualizado em
Telescópio Kepler, da NASA captura imagens de uma estrela prestes a explodir, reproduzida em ilustração. A estrela é 500 vezes maior do que o Sol e 20 mil vezes mais brilhante
A estrela, chamada KSN 2011d, está a 1.2 bilhões de anos-luz de distância e tem 500 vezes o tamanho do Sol(Ames/STScI/Nasa)
Cientistas conseguiram observar pela primeira vez o início de ondas de choque da explosão de uma estrela massiva em luz visível. De acordo com a Nasa, o telescópio espacial Kepler capturou o momento da enorme explosão no final da vida da estrela, que gerou as ondas quando se torna supernova. "Compreender a física destes eventos permite aos cientistas entender melhor como a complexidade química e a vida se espalharam no espaço e no tempo da nossa galáxia, Via Láctea", disse a agência espacial americana em comunicado.
A equipe de pesquisadores, liderada por Peter Garnavich, astrofísico da Universidade de Notre Dame em Indiana, analisou imagens capturadas por Kepler a cada 30 minutos durante um período de três anos de 500 galáxias distantes (que incluem cerca de 50 trilhões de estrelas). Segundo a Nasa, duas estrelas supermassivas explodiram, mas apenas uma pode ser capturada por Kepler, uma vez que a estrela menor possivelmente estava coberta por gás, o que escondeu o fenômeno. "Para ver algo que acontece em uma escala de tempo de minutos, como essas ondas vindas da explosão, você precisa ter uma câmera monitorando continuamente o céu. Você não sabe quando uma supernova irá explodir e a vigilância de Kepler permitiu testemunharmos o início das ondas de choque", disse Garnavich à Nasa.
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A primeira estrela - que não pode ser vista explodindo -, apelidada de KSN 2011a, está a 700 milhões de anos-luz da Terra e possui cerca de 300 vezes o tamanho do Sol. A segunda, chamada KSN 2011d, está a 1.2 bilhões de anos-luz de distância e tem 500 vezes o tamanho do Sol.
"Todos os elementos pesados ​​do universo vêm de explosões de supernovas. Por exemplo, toda a prata, níquel e cobre na Terra e até mesmo em nossos corpos vieram da explosão de estrelas. A vida existe por causa de supernovas", disse Steve Howell, cientista do projeto Kepler da NASA. A pesquisa foi aprovada para publicação na revista científica Astrophysical Journal.
Explosão estelar - Supernova é o nome dado à explosão de estrelas com dez vezes (ou mais) a massa do Sol. É um evento raro, previsto para ocorrer a cada 50 anos na Via Láctea. Uma supernova pode ser tão brilhante quanto uma galáxia, mas, com o passar do tempo, a luminosidade diminui até ela se tornar invisível. O processo todo geralmente ocorre em semanas ou meses. Durante a explosão, cerca de 90% da massa estelar é expulsa. Por causa do brilho intenso, são comumente usadas como pontos de referência no universo para cálculo de distância entre os corpos.
Mesmo com curto "período de vida", o estudo dessas supernovas é importante para trazer mais informações sobre o Universo em que vivemos.
(Da redação)

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Blue Origin pousa pela segunda vez foguete espacial reutilizado

A Blue Origin, empresa de transporte espacial fundada pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos, lançou e pousou pela segunda vez seu foguete suborbital na última sexta-feira (22). 
 
Segundo a companhia, o New Shepard decolou de uma base em West Texas e aterrissou minutos depois na plataforma de lançamento. 
 
O foguete usado é o mesmo que foi lançado ao espaço e aterrizou na vertical há três meses.  Ao atingir o segundo pouso bem sucedido, Bezos está mais próximo de garantir a reutilização de propulsores espaciais. 
 
"Eu sou um grande fã do pouso vertical de foguetes. Para tornar realidade a nossa visão de milhões de pessoas vivendo e trabalhando no espaço, teremos de construir grandes propulsores de foguetes. E o (sistema de) pouso vertical se saiu extraordinariamente bem”, escreveu Bezos. O New Shepard foi projetado para transportar 6 passageiros. 
 
Já a concorrente Space X, de Elon Musk, também pousou com sucesso um foguete em plataforma de aterrissagem na Flórida em dezembro passado. 
 
Foi a primeira vez que a empresa lançou e pousou um novo foguete desde a explosão de um Falcon 9 em junho do mesmo ano. No domingo (17), a Space X havia tentado aterrissar um foguete em uma plataforma flutuante no Oceano Pacífico, mas uma das quatro pernas de aterrissagem do propulsor cedeu, e o foguete tombou e explodiu. 
 
Os esforços, tanto da Blue Origin quanto Space X, na recuperação de foguetes são importantes não somente em termos tecnológicos, porém econômicos e sustentáveis. 
 
Ao fazê-lo, as agências espaciais privadas evitam que lixo espacial fique em órbita e ao dar um novo destino para os propulsores, Musk e Bezos poupam milhões de dólares. 
 
Até então, todos os foguetes lançados ou eram destruídos ou ficavam perdidos no espaço, o que significava que novos lançamentos exigiam a construção de um novo foguete do zero.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

NASA encontra ‘aranhas’ em Marte

Uma nova imagem de alta resolução permite examinar a superfície marciana com maior detalhe

NASA
Tech Terreno 09:23 - 12/01/16
A NASA revelou novas imagens que mostram a configuração do terreno de Marte em maior detalhe, demonstrando a existência do que a agêncial espacial norte-americana denomina como ‘aranhas’.
Como aponta o Gizmodo, a imagem foi obtida com recurso à câmara High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) e permite ter mais pistas quanto à formação da geologia do ‘planeta vermelho’.
“Acredita-se que as passagens são formadas por gás que surge por baixo do gelo da época a aberturas de onde o gás escapa, levando poeiras da superfície. A poeira cai na superífice do gelo nestes depósitos,” explicou a NASA.