Um astronauta norte-americano e um cosmonauta
russo preparam-se para
estar um ano na Estação
Espacial Internacional, um feito inédito, com
lançamento previsto para esta sexta-feira, que visa
testar a resistência
do corpo humano no espaço
por longos períodos.
MAXIM ZMEYEV/REUTERS
Os astronautas Scott Kelly, Gennady Padalka e Mikhail Kornienko (da esquerda para a direita)
Análise química da superfície do cometa pode dar pistas sobre o surgimento da vida na Terra
Mais cedo:Robô envia primeiras fotos de cometa após pouso histórico Na
quarta-feira, em um feito inédito, um robô do tamanho de uma máquina de
lavar roupas, a sonda Philea, conseguiu pousar no cometa. A análise da
composição da superfície do corpo celeste pode oferecer novas pistas
sobre a formação do Sistema Solar e da vida na Terra. A música -
como os próprios pesquisadores se referiram a ela - foi captada pela
nave espacial Rosetta e é inaudível para o ouvido humano. Para que
pudesse ser ouvida, seu volume teve que ser aumentado cerca de 10 mil
vezes. "Isso é emocionante porque é completamente novo para nós.
Não esperávamos isso e ainda estamos tentando entender a física do que
está acontecendo", disse Karl-Heinz Glaßmeier, chefe de departamento de
Física Espacial na Technische Universität Braunschweig, da Alemanha, ao
blog RESA Rosetta. Ontem:Em feito histórico, homem consegue fazer robô pousar em cometa Segundo
o blog, o barulho provavelmente é produzido pela atividade do cometa,
que libera partículas neutras para o espaço, onde elas colidem com as
partículas de alta energia. No entanto, "o mecanismo físico exato por
trás das oscilações permanece um mistério", diz o blog. Já a
explicação dos internautas foi mais criativa. No SoundCloud, rede de
compartilhamento de áudio onde o som foi postado, muitos levantaram a
hipótese de que o barulho fosse de um ET. "Talvez seja o som de um alienígena gritando 'me ajudem, estou preso dentro de um cometa'", comentou Alan Hayward. "Isso
é maravilhoso. Seria arrogante pensar que estamos sozinhos no universo.
Não estou dizendo que são aliens, mas estou realmente ansioso para
descobrir o que está fazendo esse som...", escreveu Ronnie Wonders. "Tem ETs fazendo pipoca naquele planeta", comentou Dan Maxe. O clipe de áudio foi ouvido quase 950 mil vezes no SoundCloud e compartilhado 13 mil vezes no Facebook.
Esta imagem foi feita pelo robô Philae em sua aproximação do cometa
Pouco depois do pouso do robô Philae em um cometa, feito inédito e
histórico da exploração espacial pelo homem, as primeiras imagens feitas
por ele começam a chegar à Terra.
As imagens mostram a superfície
do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko feitas durante a aproximação do
robô, do tamanho de uma máquina de lavar roupa.
Leia mais: Conheça o cometa que pode ajudar a desvendar a 'origem da vida'
Seus
dados poderão ajudar a elucidar mistérios sobre cometas como esse,
relíquias geladas dos tempos da formação do Sistema Solar.
Um dos
temores dos cientistas que comandam a missão é de que a parte externa
do cometa fosse revestida por gelo, o que poderia fazer o robô quicar na
superfície e ser afastada da rocha em vez de aterrissar - já que há
pouca gravidade no local.
Mas o robô não só não quicou, como
afundou cerca de quatro centímetros ao pousar, o que sugere que ele
encontrou uma superfície relativamente macia.
'Grande passo'
O robô Philae conseguiu aterrissar no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko às 14h05 (horário de Brasília).
"Este
é um grande passo para a civilização", disse Jean Jacques Dordain,
diretor-geral da Agência Espacial Europeia, que deu início à missão há
cerca de duas décadas.
"Sabíamos que este tipo de feito não iria cair do céu, só com trabalho duro e muito conhecimento."
O
robô foi lançado às 7h03 de hoje da sonda Rosetta e levou sete horas
para atingir a superfície do cometa, que está a 500 milhões de
quilômetros da Terra.
Agora, o robô fará análises da composição da
superfície do corpo celeste, o que pode oferecer novas pistas sobre a
formação do Ssistema Solar e da vida na Terra.
Análise química da superfície do cometa pode dar pistas sobre o surgimento da vida na Terra
Uma das teorias sobre o início
da vida na Terra postula que os primeiros ingredientes da chamada "sopa
orgânica" vieram de um cometa.
Estes são considerados alguns dos corpos celestes mais antigos do Sistema Solar.
A
missão Rosetta, batizada em homenagem à pedra que possibilitou a
tradução dos hieróglifos egípcios, foi planejada na década de 80 e
custou ao menos US$ 1 bilhão.
A sonda foi lançada em março de 2004
e, desde então, já orbitou o sol cinco vezes, ganhando velocidade
"surfando" a gravidade da Terra e de Marte.
Para atravessar a parte mais gelada de sua rota, a sonda foi desligada em 2012 e somente reativada em 1º de janeiro deste ano.
Falhas
Nem tudo saiu como o planejado na aterrissagem do robô.
Houve falhas no sistema feito para propulsioná-lo em direção à superfície do cometa.
Relatos
iniciais também davam conta de que os arpões instalados no robô para
prendê-lo à parte externa do corpo celeste também apresentaram
problemas.
No entanto, o repórter de ciência da BBC Jonathan Amos disse que isto não foi oficialmente confirmado.
Por enquanto, ainda não há informações sobre a natureza dos materiais encontrados na superfície do cometa.
Se
tudo correr conforme o planejado, novas fotos devem ser enviadas em
breve. O robô também começará sua análise da composição química do corpo
celeste.
Nasa testará 'disco voador' com tecnologia para explorar Marte
A Nasa, a agência especial americana, se prepara para testar uma espaçonave muito parecida com um disco voador. Na
verdade, o LDSD (sigla em inglês do Desacelerador Supersônico de Baixa
Densidade) é uma amostra do tipo de tecnologia que a raça humana
precisará para pousar em Marte. O LDSD será lançado de uma altitude elevada a partir de um balão posicionado sobre o Havaí. Ele
testará um novo tipo de paraquedas e um anel inflável de kevlar que
pode ajudar a reduzir a velocidade da espaçonave quando ela se aproximar
da superfície do planeta vermelho. A Nasa diz que está tentando
elevar a capacidade máxima de carga que pode ser levada para Marte da
atual 1,5 tonelada para algo entre 20 e 30 toneladas – o peso do
equipamento que uma missão tripulada exige. Ian Clark, pesquisador
do LDSD, disse à BBC News: "Nós estamos testando tecnologias que nos
permitirão pousar maiores e mais pesadas cargas úteis, de uma maior
altitude e com mais precisão do que jamais fomos capazes". O teste acontecerá em uma base de testes da mísseis da Marinha americana em Kauai, no Havaí. Um balão de hélio levantará o LDSD a uma altitude de 35 quilômetros antes de soltá-lo. Um
motor de propulsão a foguete deve então elevar o dispositivo a 55
quilômetros de altura a uma velocidade de Mach 4 (quatro vezes a
velocidade do som). Quando o LDSD começar a reduzir a velocidade, ele acionará seus dois novos sistemas de freios atmosféricos. 'Donut' O
primeiro a ser acionado será o "donut", um dispositivo inflável de 6
metros. Ele aumentará o tamanho do veículo e como consequência a força
de arrasto. Quando a velocidade cair para cerca de Mach 2,5, o
paraquedas será acionado. "O paraquedas supersônico que estamos testando
é enorme", diz Ian Clark. "Ele tem 30 metros de diâmetro; ele gera duas vezes e meia o arrasto de qualquer paraquedas anterior que mandamos a Marte". "Vamos
levar o equipamento ao limite no qual os materiais dos quais o
paraquedas é feito, nylon e kevlar, podem começar a derreter". "Mas não sabemos, por isso vamos fazer esse teste". Se as estruturas se mantiverem intactas, o paraquedas deve soltar o LDSD no oceano em 45 minutos. O plano da Nasa é fazer um novo teste no ano que vem, com um anel e um paraquedas maiores. A sonda Curiosity, de uma tonelada, é o maior objeto que já pousou em Marte até agora. Acredita-se
que essa capacidade de carga terá que ser muito aumentada para que
astronautas possam receber todos os suprimentos e equipamentos
necessários para sobreviver no planeta. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Os astrônomos estão empolgados com a descoberta de
uma estrela de diamante do tamanho da Terra. Um artigo sobre a
descoberta foi publicado na revista Astrophysical Journal. A estrela em questão é a anã branca mais fria e com o brilho mais
fraco já identificada. Esse tipo de estrela costuma ter o tamanho da
Terra e está em seu estágio final. Perto da morte, elas esfriam e
desaparecem, em um processo que pode demorar bilhões de anos.
Como é extremamente fria e é formada de carbono e oxigênio, os
astrônomos acreditam que o carbono foi cristalizado, formando um
diamante gigante. Essa estrela está no sistema binário PSR J2222-0137
composto por ela e por um pulsar, ou seja, uma estrela de nêutrons
extremamente densa que gira em altíssima velocidade. Os astrônomos descobriram esse diamante gigante a partir de
observações feitas em instrumentos do Observatório Nacional de
Radioastronomia (NRAO) e em outros observatórios. Primeiro, eles identificaram um pulsar. Ele girava 30 vezes por
segundo e estava gravitacionalmente ligado a um segundo corpo celeste, a
anã branca. Cálculos determinaram a distância do sistema em relação ao
planeta Terra, que é de 900 anos-luz. Os cálculos dos cientistas também indicam que o pulsar tem uma massa
1,2 vez maior que a do Sol. Já a estrela de diamante tem uma massa 1,05
vez maior do que a do Sol, condensada em um diâmetro parecido com o da
Terra. Segundo os pesquisadores, outras estrelas desse tipo já foram
identificadas no universo. Mas sua detecção é extremamente rara, pois
elas têm um brilho muito fraco. Por serem comuns, resta a esperança de
que uma dessas estrelas seja encontrada mais perto da Terra para que
seja possível precisar se realmente são feitas de diamante.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Proposta prevê estágio obrigatório para alunos de medicina no SUS
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência BrasilEdição: Carolina Pimentel
Os estudantes de medicina terão de fazer estágio obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS). O estágio será na atenção básica, em urgência e emergência, e corresponderá a pelo menos 30% da carga horária prevista para o internato da graduação. Além disso, os alunos passarão a cada dois anos por avaliação obrigatória e classificatória para programas de residência médica. Essas são algumas das mudanças curriculares apresentadas hoje (26) pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). No documento apresentado nesta quarta-feira, o CNE estabelece seis anos para a graduação, descartando as possibilidades apresentadas inicialmente pelo governo de que o curso tivesse a duração de oito anos. A reformulação das diretrizes curriculares faz parte da Lei 12.871/2013, que instituiu o Programa Mais Médicos, no ano passado. O CNE ainda está recebendo as últimas sugestões e têm um mês para apresentar a versão definitiva ao Ministério da Educação (MEC). As diretrizes atuais foram definidas em 2001. Pelas novas diretrizes, 35% da carga horária da graduação deverão ser voltadas à prática. Dessa carga, 30% serão no SUS. O restante da carga horária deverá incluir clínica médica, cirurgia, ginecologia-obstetrícia, pediatria, saúde coletiva e saúde mental. Quanto à avaliação dos alunos, será nacional, sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As diretrizes estipulam também uma maior articulação com a residência médica, que terá como prioridade o atendimento no SUS. A partir de 2018, a residência deverá ser universalizada, ofertada a todos os egressos de 2017. Os cursos de medicina em funcionamento terão prazo de um ano para implementar as diretrizes às turmas abertas, após a publicação das mudanças. Os estudantes matriculados, antes da vigência das novas regras, poderão graduar-se conforme as diretrizes de 2001 ou optar pelas novas, dependendo da instituição. A expectativa, com o Mais Médicos, é a abertura de 11.447 vagas em cursos de medicina até 2017 — sendo 3.615 em universidades federais e 7.832 em instituições particulares. Na residência, para a universalização, deverão ser ofertadas 12.372 novas vagas. Presente na reunião de apresentação das diretrizes, a coordenadora-geral da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina, Monique França, disse que falta detalhamento das novas propostas, como, por exemplo, de que forma as aulas práticas serão melhoradas, e que devem ser levadas em consideração as especificidades de cada região do país. A estudante também fez críticas à avaliação nacional. Segundo ela, uma única prova para todo o país não irá abordar aspectos regionais, e, sendo obrigatória e pré-requisito para a residência, poderá prejudicar os estudantes e levar ao ranqueamento das instituições avaliadas. "As atuais diretrizes foram discutidas por quase uma década, essas em 180 dias", ressaltou, dizendo que poucas propostas dos estudantes foram acatadas. As escolas de medicina também fizeram considerações sobre a avaliação dos estudantes. A presidenta da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), Janete Barbosa, destacou a importância das avaliações institucionais. "As especificidades das instituições devem ser levadas em conta. Isso é importante para que as escolas saibam onde se encontram mais fortes e mais frágeis e possam buscar apoio nesse sentido". Para Janete, o processo de implementação das novas diretrizes é "longo, estamos trabalhando com a formação, com valores". O pesquisador e professor de pós-graduação do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa José Lúcio Machado comparou a avaliação ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - usado como vestibular nacional para ingresso no ensino superior - e disse que considera a iniciativa um avanço na entrada para a residência médica. O secretário de Educação Superior e presidente da Comissão Nacional de Residência Médica, Paulo Speller, acredita que o fato de os estudantes terem de permanecer mais tempo atendendo pelo SUS forçará o sistema a se preparar para receber os alunos e profissionais. "Será necessária a infraestrutura adequada para o cenário de prática. Só podemos expandir as vagas nos novos cursos se tivermos como base uma infraestrutura adequada", disse. A criação de vagas nas particulares, que terão a maior parcela, por meio de editais foi alvo de críticas das instituições privadas. Atualmente, o Brasil tem uma média de 1,8 médico por mil habitantes. Com o Mais Médicos, o objetivo é chegar a 2,7 médicos por mil habitantes em 2026, além da distribuição desses profissionais por áreas com déficit de médicos.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
MIRO TEIXEIRA CONCORRERÁ AO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
O PROS e o PSB se acertaram no Rio. O deputado Miro Teixeira concorrerá ao governo e Romário ao Senado. (Panorama Político - 13-02-2014 (O Globo - Ilimar Franco)
O deputado federal Miro Teixeira (PROS-RJ) tem conversado com a ex-senadoraMarina Silva para ser o candidato do PSB/Rede no Rio de Janeiro e, assim, dar palanque a Eduardo Campos no estado. A avaliação dos envolvidos nas negociações – além do PSB e do PROS, o PPS também integraria a chapa – é que o apoio de Marina, muito bem votada em 2010 pelos fluminenses, poderia desequilibrar a balança e viabilizar Miro.
Miro Teixeira é o pré-candidato a Governado do RJ, apoiado por Marina Silva que obteve 2.693.130 de votos no Estado, quase 1/3 (31,52%). Ainda poderá receber, também, apoio do PSB, partido do Governador Eduardo Campos, seu provável companheiro de chapa, ao qual ela também esta filiada, cuja sinergia, certamente, potencializará seu desempenho eleitoral em terras fluminenses.